Equipa GOVCOPP-EUVOTO em destaque na cobertura das eleições europeias 2024
The A equipa EUVOTO (aplicação de apoio à votação) , liderada por membros do GOVCOPP, esteve recentemente em destaque na cobertura e análise das eleições para o Parlamento Europeu.
Na passada quinta-feira (6 Junho), Pedro Lourenço escreveu um artigo de opinião para o Jornal de Notícias , no qual analisa os dados resultantes da utilização da aplicação. Neste, Lourenço, ainda que reconhecendo e avisando para as limitações resultantes da amostra recolhida (os utilizadores da aplicação poderiam utilizar multiplas vezes a aplicação), destaca o desfasamento entre os assuntos vistos como importantes pelo eleitorado/utilizadores e os temas que receberam mais atenção pelos media. Os utilizadores da EUVOTO tenderam a escolher como mais importantes temas como a desinformação nas redes sociais ( 23% dos utilizadores) e o investimento na rede ferroviária transeuropeia (15%). Em contraste, os media têm prestado particular atenção aos temas das migrações e da guerra na Ucrânia, os quais foram assinalados como mais importantes por menos de 10% dos utilizadores.
No passado domingo, Pedro Lourenço foi convidado pelo Jornal de Notícias para participar na cobertura em directo das eleições europeias (9 Junho). Por sua vez, Carlos Jalali esteve presente na edição de 10 de Junho do programa 360 da RTP3 no sentido de oferecer uma análise dos resultados eleitorais.
No rescaldo das eleições, Pedro Lourenço salientou a maior participação do eleitorado (em comparação com as últimas eleições europeias), bem como a resiliência dos partidos mainstream (PS e PSD-CDS/AD), que conseguiram reter uma parte significativa dos votos de uma forma atípica no contexto das eleições europeias, as quais tendem a favorecer um voto mais ideológico ou de castigo. Contudo, a este propósito, Carlos Jalali apontou para uma dinâmica a longo prazo, a qual tem demonstrado uma redução persistente da percentagem de votos granjeados pelos partidos do arco do governo.
Igualmente realçado por ambos os investigadores da GOVCOPP foi o declínio eleitoral do partido de direita radical Chega, quando comparado com as eleições legislativas anteriores. Este resultado, tal como Carlos Jalali sugere, parece resultar da falta de capacidade do partido Chega em criar quadros que consigam, com sucesso, encabeçar candidaturas eleitorais em alternativa a André Ventura.
A perda de expressão eleitoral dos partidos de esquerda (BE e CDU) também mereceu a atenção de Lourenço e Jalali, com ambos a destacar a dificuldade destes em tirar proveitos da sua primeira experiência enquanto parte de uma solução governativa, à qual se junta a incapacidade em rejuvenescer o seu eleitorado.
Por fim, os resultados eleitorais a nível europeu , de acordo com Lourenço, parecem favorecer a continuação da aliança entre os três grupos partidários europeus mais ao centro do espectro ideológico (Socialistas e Democratas - S&D, Grupo do Partido Popular Europeu - PPE e Renovar a Europa - RN) que apoiam a actual Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen (PPE). Este facto poderá, em última análise, conferir a Ursula von der Leyen um novo mandato sem necessidade de negociar com grupos partidários da direita radical.
