A pesquisa sobre Educação Superior (ES) é desenvolvida a partir de um processo complexo dotado de uma dinâmica própria. Como conceito, não é de fácil definição, porque está associado a um senso de pertença e de identidade, nomeadamente aquela que se relaciona às comunidades de pesquisadores que recebem e que contribuem para um campo multi e interdisciplinar (TIGHT, 2004; KEHM, 2015; BREW et al., 2016; DEEM, 2015). De forma tentativa, consultando a literatura corrente, e a partir da classificação das disciplinas do modelo de Biglan (1973) procurou-se po- sicionar as diversas disciplinas acadêmicas ao longo de escalas baseadas no paradigma dominante (CHYNOWETH, 2009). Para conhecer a complexidade das formas de produzir conhecimento pela pesquisa em Educação analisamos suas práticas e os resultados que elas produzem. Consideramos que sua produção do conhecimento lida com realidades contextuais e tende a se afastar do ideal de ciência uni- versalmente válido que se constrói com linguagem precisa e hermética. Trata-se de um campo acadêmico-cientifico permeado por disputas decorrentes de seus objetos de investigação e de sua condição de práti- ca social fortemente vinculado a resolução de problemas educacionais.