Os SeIG são um instrumento que operacionaliza o modelo social europeu, dividido entre a economia de mercado e mecanismos dedicados a atenuar as suas falhas. Neste contexto releva a importância do conceito de acessibilidade porque pondera, tanto a dimensão espacial, como a económica. Cabe aos SeSIG um papel relevante para a (sobre)vivência digna de todos os cidadãos, conferindo-lhes pertença à cidadania europeia qualificadora e integradora. Através do acesso à educação e à saúde perseguem-se os objetivos de fazer do modelo social europeu uma referência de coesão e competitividade com criação de mais e melhor emprego. Apesar da clareza dos seus objetivos patentes em múltiplos instrumentos de política da UE, neste artigo demostramos que, tendo em conta o caso de estudo analisado no decurso do período de crise (2008 e 2014), estes propósitos não se concretizaram. Registaram-se bloqueios significativos no acesso a SeIG nos sistemas de educação e de saúde.